sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Resenha de Asas Negras por Celly Monteiro

Ilustração de Celly Monteiro, retirada de Deviant Art.
 
Transcrevo aqui a primeira resenha feita para o livro Hybrida - Asas Negras, pela talentosíssima escritora e ilustradora Celly Monteiro. A resenha foi escrita em 2013, mas vale a pena conferir, apesar do longo tempo.
A postagem original se encontra no blog da autora, A Fantasista.
Quando se trata de literatura fantástica, já ficamos de sobreaviso, sabemos que pode se esperar de tudo, ainda assim não tem jeito, tem livros que acabam nos surpreendendo.  Há mais de 4 anos conheci a saga Asas Negras, na época uma Web Série que a autora disponibilizava em capítulos na internet. Uma coisa que chamava atenção era que ela tinha uma legião de leitores, logo depois esses mesmo leitores se tornaram seus betas, após ela parar de disponibilizar na internet depois de ter sido descaradamente plagiada. Como estava no rol de suas leitoras entrei também para o clube das betas, que por sinal era um clube mesmo, onde a gente trocava figurinhas e tudo em uma rede muito apropriada para construir clubes privados chamada Ning, naquela época a Ning não era paga. Era bem divertido. Acabei conhecendo pessoas muito legais ligadas à literatura.

 Mas, enfim, largando o momento nostalgia, alguns anos depois a autora terminou o primeiro livro e publicou pelo “Clube dos Autores”, um sistema editorial que permite publicar livros de forma independente. Acho que fui uma das primeiras a comprar o livro. Não porque gostava da autora ou porque o livro já me proporcionou muitos encontros legais, mas porque gostava realmente da história e como não tive a oportunidade de ver o desfecho, tive a curiosidade de saber como o romance terminaria.

Deixemos os fatos biográficos de lado e vamos ao livro. Lembra que eu disse que o Clube dos Autores era um sistema editorial que proporcionava a publicação independente? Pois bem, independente nesse caso é no sentido literal, se o autor quiser publicar ele terá que se responsabilizar por todos os pormenores do processo editorial do livro: capa, diagramação, revisão, copidesque e todo o resto de trabalho que existe no processo de publicação de um livro que eu não faço ideia.  Então, o que chama atenção em Asas Negras é que todos esses detalhes ficaram por conta da Patrícia Kovacs, e o resultado disso é a personalidade da autora bem visível em cada página. Eu particularmente achei tudo muito bonitinho, sobretudo porque gosto de prestar atenção em detalhes e ela deixou muitos detalhes para prestar atenção, embora em alguns casos ela tenha exagerado no uso dos “brushes” e perdido a suavidade, mas é um daqueles momentos em que se perde a formalidade para se deixar entrever a personalidade.

Agora vamos ao que realmente interessa; a trama. O primeiro sabor que se tem ao ler Asas Negras é de um toque nipônico, como se você estivesse lendo um Mangá, você não sabe dizer exatamente porquê, mas é essa a impressão que dá. Depois fiquei conhecendo um pouco da coleção desses livrinhos japoneses da autora e deu para entender de onde veio tal influência. Tem também uma série de termos que vem do Kabbalah, ou da Doutrina Espírita, não sei dizer. Entretanto, não se trata de um livro de cunho religioso, não me deu a impressão de parecer levar em questão uma religião em detrimento de outras, alguns termos comuns são ali colocados de maneira ilustrativa, tomando-se de partida apenas o conceito para se construir um ambiente Fictício. Asas Negras é, sobretudo, um livro carregado de misticismo.

Aliás, a trama se passa em dois mundos, o nosso mundo real insosso e sem graça e um mundo místico cheio de magia e criaturas exóticas. As partes em que se passa no mundo místico são particularmente as melhores, onde se descortina aos nossos olhos uma realidade inimaginável, rica e surpreendente, digna dos melhores enredos de fantasia, mas com o decorrer da trama essa diferença se perde a partir do momento em que elementos dos dois mundos se misturam.

Pode ser que a partir daqui haja spoilers

No geral, contudo trata-se de um romance adolescente, no melhor sentido da palavra romance. A trama se passa em volta da colegial Yashalom, (sim, os nomes dos personagens são todos assim engraçados). Yashalom é uma jovem de 15 anos que está passando por um difícil momento de transição muito diferente da puberdade (isso mesmo, ainda pior do que a puberdade), que lhe vem perturbando psicologicamente e prejudicando seu rendimento escolar, isso faz com que ela seja obrigada a receber a ajuda de um tutor, um misterioso aluno polonês do terceiro ano, Jósef Wojtyla (esse nome não faz lembrar um certo papa?). Acredito que a autora tenha arranjado os nomes de maneira que o leitor o ligasse ao seu correspondente no mundo místico, o Karol, e assim matasse algumas charadas a respeito da trama.

Entretanto Wojtyla e Yashalom não conseguem construir um bom relacionamento, fazendo com que a situação de Yashalom só piore, trazendo riscos a si mesma e àqueles à sua volta. Acontece que, na verdade, Yashalom está experimentando o despertar de seus poderes psíquicos, o que significa que não se trata de uma adolescente comum. No decorrer da trama vamos descobrindo mais sobre sua origem e sobre aqueles que a cercam, entendendo um pouco mais sobre a conexão entre o mundo real e o mundo místico, descobrimos que Wojtyla e Enzo, seu amigo, são os únicos que podem ajudar Yashalom a aprender a lidar com esse momento de transição. Mas, para isso, a garota teria que aprender a confiar neles, algo que diante de sua personalidade arisca e seu gênio difícil parece uma tarefa quase impossível (acredito que a autora doou um bocado da personalidade ariana dela para a personagem).

Tudo se complica ainda mais para Wojtyla quando percebe que não é indiferente ao charme da garota, mesmo quando tudo no seu passado faz com que aquele seja um amor impossível. Para completar o triangulo amoroso, Yashalom desperta o interesse de uma figura misteriosa, o sedutor e enigmático Victor, filho de uma rica freguesa da floricultura onde Yashalom trabalha. Victor é outro personagem que é mais do que aparenta ser, mas em meio a sua confusão psíquica, Yashalom não sabe diferenciar dentre aqueles que são amigos ou ameaças.

Enquanto isso, no mundo místico, Zach, o guardião das Terras do Sul, o Daemon mais poderoso do seu mundo, arquiteta um plano para proteger o seu filho mestiço, filho seu e de uma humana, fora do seu alcance no mundo dos homens. Zach se vê impotente diante das novas forças que os ameaçam e para protegê-lo precisará da lealdade e da ajuda de dois antigos companheiros de batalha.
  
Asas Negras é uma história que se passa em um tempo posterior a grandes batalhas travadas no mundo místico, o destino dos seus personagens foram delineados por esses conflitos e por isso suas páginas estão cheias de lembranças do passado, impregnadas de magia, bravura e artimanhas sinuosas de seus personagens, fazendo dele mais do que um simples romance adolescente. Trata-se de um livro rico de alta fantasia.

 No final ficamos sabendo porque a escolha do título. Mas a história não para por aqui, o livro é o primeiro de uma série que ainda está sendo produzida.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Yashalom, uma Star Children

Há MUUUUITO tempo antes de chegar esse modismo de "crianças índigo, cristal, arco íris e outras 16 milhões de cores", há muito tempo antes de a internet se tornar uma coisa banal, há muito tempo antes de teoristas da conspiração falarem sobre humanos híbridos com extraterrestres ou outros extras seres por aí, Hybrida já abordava o assunto, isso nos idos de 1997, quando a história foi concebida!

Inspiração vinda do Astral?
Nem tanto.

Quando jovem, gostava por demais de assuntos estranhos, como Ufologia e Misticismo. Dos 10 aos 16 anos, colecionei as revistas que me serviram de base para todas as esquisitices (hoje em dia nem tanto) que eu coloco em minhas histórias. Tratavam-se das revistas "Fenômeno Óvni" e "Ano Zero". Tanto que o nome da protagonista, YASHALOM, foi retirado de um artigo sobre anjos encarnados, e havia uma moça, supostamente um desses anjos, de nome Yashalom.

É interessante como, ao longo da vida, vamos absorvendo informações e guardando nas gavetas do inconsciente (ou mesmo na memória do consciente), até que um dia essas informações vêm à tona para algum uso em particular, mas acabamos não levando isso em consideração e atribuímos tudo à inspiração ou, nas mais radicais hipóteses, até tratar-se de uma psicografia.

Ao longo desse tempo em que permaneci parada (há mais de um ano sem escrever nada, desde 2014), vim adquirindo novas informações, sendo que algumas vêm atestando o que eu já havia abordado em alguns de meus textos, como no livro Asas Negras, por exemplo.

Então, acabei descobrindo algumas coisas legais (ou não...) sobre o que rola na história de Yashalom e Companhia... assuntos como hibridização de humanos com seres de outros planos ou dimensões, exílio de espíritos em punição, mundos de regeneração, nova geração de humanos chamados de "crianças das estrelas" ou "sementes das estrelas"... tudo isso se encontra nas 500 páginas do primeiro livro da saga Híbrida, Asas Negras.

Com essas novas informações, que me ajudaram a compreender o livro (mesmo que eu tenha escrito, mas nem tudo eu compreendo, rs), descobri que:

* Yashalom é uma Star Seed, ou Criança das Estrelas. Não sei bem em qual categoria ela se encaixa, mas acredito que seja uma Criança Cristal;
* Wojtyla, Enzo e Victor são mesmo exilados, como se diz no livro, mas foram exilados ainda encarnados (vivos);
* O Mundo Místico NÃO É um mundo inferior à Terra, como eu também achava, mas um mundo que está no início como Mundo de Regeneração. Inclusive, no final do livro, em que trago um pequeno resumo de cada país do Mundo Místico, há a informação de que aquele "planeta" havia passado por um cataclismo que dizimou a antiga população. Essa informação está contida no resumo sobre o país chamado "Grande Deserto", em que alguns de seus habitantes são remanescentes dos povos das "Terras do Norte", que fugiram da Era de Gelo daquele mundo. 
Mas por que Mundo de Regeneração e não Mundo Primitivo, se não há as tecnologias que vemos por aqui?
Porque seus habitantes são mais evoluídos do que os humanos da Terra, tanto que começam a desenvolver capacidades extrassensoriais e manipulação de energias. O Mal ainda existe naquele mundo, mas não é mostrado a barbárie típica de mundos de provas e expiações ou mesmo mundos primitivos. A violência é caso isolado. E mundo goza de relativa paz desde que foi retirado os causadores das últimas guerras (no caso Ímam e seus asseclas).
* Mostra claramente que há multiversos, ou universos paralelos. Mundo Místico não é um outro planeta, mas um mundo sobreposto ao planeta Terra, dando a ideia de realmente ser um outro plano dimensional, que pode ser acessador através da abertura de Portais, seja por força da Magia, seja por ocasião de revoluções astrológicas.
* Wojtyla, Victor e Enzo, algumas vezes, reclamam da densidade do corpo carnal que lhes abriga em exílio. Isso é mais uma evidência que tanto eles vieram de uma plano mais elevado, em que o corpo físico não é tão denso quanto o que existe na Terra, embora seja algo ainda pouco elevado, tipo entre 1 e 3 pontos.

Bem, por ora é isso. Há muito mais para se dizer, mas é mais fácil você adquirir o livro, seja em ebook pela Amazon ou impresso pelo Clube de Autores, e verificar por si mesmo essas referências que podemos facilmente, hoje em dia, constatar através de simples pesquisas no São Google.

E breve trarei uma BELÍSSIMA novidade, através da talentosa ilustradora Celly Monteiro :)
Até lá o/

Postagem Vaga








Breve retornaremos ao blog com novidades.
Hybrida está abandonado, mas não esquecido, rs.
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02/04/1998 - 20/09/2011